O efeito Copa: cidades se transformam para receber torcedores e visitantes
A Copa do Mundo vai muito além dos 90 minutos em campo. A cada edição do torneio, cidades-sede e destinos turísticos registram aumento no fluxo de visitantes, impulsionando setores como hotelaria, gastronomia, transporte, comércio e entretenimento. O evento esportivo, considerado um dos maiores do planeta, também se torna uma oportunidade para que municípios promovam sua cultura, atrativos e identidade para milhões de pessoas.
Segundo a Organização Mundial do Turismo, grandes eventos esportivos têm capacidade de fortalecer a imagem dos destinos, estimular investimentos em infraestrutura e ampliar a movimentação econômica ligada ao turismo. A entidade destaca que, quando bem planejados, esses eventos deixam um legado que ultrapassa o período das competições.
Na Copa do Mundo de 2026, disputada em 16 cidades distribuídas entre Estados Unidos, Canadá e México, a expectativa é de que milhões de torcedores circulem entre diferentes destinos ao longo do torneio. A própria FIFA estruturou o calendário de partidas considerando uma ampla rede de cidades anfitriãs, o que favorece o turismo regional e incentiva os visitantes a conhecerem diferentes localidades durante a competição.
O impacto também inspira outros países, mesmo aqueles que não sediam os jogos. No Brasil, bares, restaurantes, hotéis, centros comerciais e espaços públicos costumam promover transmissões dos jogos, festivais temáticos e ações voltadas aos turistas. O momento se transforma em uma oportunidade para fortalecer o turismo interno, incentivar viagens de curta duração e movimentar a economia local.
Para especialistas, o chamado “turismo esportivo” está entre os segmentos que mais crescem mundialmente, justamente por unir lazer, cultura e experiências. Além de acompanhar as partidas, os visitantes buscam conhecer a gastronomia, os atrativos naturais, os eventos culturais e a história dos destinos que visitam.
