Um dos espaços dedicados à preservação da história carbonífera de Criciúma, a Mina de Visitação Octávio Fontana completa 15 anos de funcionamento como atrativo turístico do município. Instalada na antiga Mina São Simão, a estrutura permite que visitantes conheçam parte das galerias subterrâneas que fizeram parte da atividade mineradora na região.
A trajetória do espaço foi celebrada neste sábado (31), em uma programação que também marcou os 100 anos de nascimento de Octávio Fontana, mineiro que dá nome ao ponto turístico. A cerimônia reuniu familiares do homenageado, autoridades municipais e ex-trabalhadores da antiga mina.

Durante a programação, foi entregue uma placa comemorativa à família Fontana, que será instalada na entrada do espaço. Também foram homenageados profissionais e familiares que contribuíram para a implantação do atrativo. A celebração contou ainda com uma exposição de maquetes produzidas por estudantes do Colégio Michel, representando a mina e antigas estações ferroviárias de Criciúma.
O vice-prefeito Salésio Lima destacou a importância do local para preservar a memória da atividade carbonífera e reconhecer os trabalhadores que fizeram parte dessa história. A presidente da Fundação Cultural de Criciúma (FCC), Cristiane Maccari Uliana Zappelini, também ressaltou a relação entre a mineração e o desenvolvimento do município, lembrando o legado deixado pelas famílias que ajudaram a construir a cidade.
Filho de Octávio Fontana, Fiorindo Fontana participou da homenagem e destacou o reconhecimento à trajetória do pai e aos trabalhadores da mineração. Já o reitor do Centro Universitário UniSatc, Carlos Antônio Ferreira, instituição responsável pela administração do espaço, enfatizou o papel da mina na valorização da história regional.
Mais de 16 mil visitantes em 2026
Somente neste ano, a Mina de Visitação Octávio Fontana já recebeu mais de 16 mil visitantes. O percurso turístico ocupa aproximadamente 300 metros dos mais de 6 mil metros de galerias da antiga Mina São Simão, que funcionou entre 1960 e 1995. A visita pode ser realizada a pé ou em uma réplica de locomotiva alemã de 1922.

Localizado na rua Quintino Dal Pont, no bairro Arquimedes Naspolini, o espaço funciona às segundas-feiras, das 14h às 18h, e de terça-feira a domingo, das 9h às 18h, com intervalo das 12h às 13h.
O ingresso custa R$ 24. Professores, estudantes, crianças de até cinco anos, idosos acima de 60 anos e doadores têm direito à meia-entrada, mediante comprovação. Os agendamentos podem ser realizados pelo telefone (48) 3445-8734.



